Imagine o cenário… Salvador. Sol. Castro Alves de um lado, Gregório de Matos do outro, e a Baía de Todos os Santos abarcando a vista. Não caia no lugar comum de pensar que o Carnaval baiano é tema deste post. Dessa vez, a locação tradicional da folia foi tomada pelo Scream Festival, um evento antenado com os mais badalados do momento, onde criatividade, inovação e tecnologia dão o tom.

Em sua segunda edição, o Scream Festival ocupou cinco venues cheias de charme no centro da Soteropolis – do elegantíssimo hotel Fera Palace ao Espaço Cultural Barroquinha, estabelecido em uma antiga igreja. Foram 80 horas de conteúdo, distribuídas ao longo de dois dias, 06 e 07 de dezembro. Aliás, 08 de dezembro, dia da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição, marca o início do calendário de festas de largo do verão baiano. De fato, pode ter sido uma simples coincidência de datas, mas a simbologia não passou despercebida.

Assim, antes da cidade começar a fervilhar com rostos e sotaques de todo o mundo, abrindo as portas para a época mais aquecida do mercado local, quando turismo e economia criativa comandam o caixa de todo o estado, o Scream Festival celebra a criatividade de modo a inspirar projetos que vão além da alta estação.

Ao contrário de sua primeira edição, em 2018, quando o evento atraiu principalmente publicitários e estudantes, esse ano, o perfil parece ter se ampliado. Embora temas relacionados a comunicação tenham dominado a grade, foram tratados de maneira mais ampla, trazendo contribuições para os mais diversos tipos de negócios. Tecnologia e propósito foram palavras recorrentes. Em suma, colocando a tônica do evento em uma frase, o Scream Festival mostrou como a tecnologia pode ser uma aliada de empreendedores dispostos a criar negócios que gerem, além de lucro, valor para a comunidade.

Entre palestras, painéis e oficinas, foram mais de 50 atrações. Nos palcos, referências diversas. Profissionais locais mesclaram-se aos de outros mercados. Foram quase 100 palestrantes, entre eles, a espanhola Cristina Róman (D&AD) e africana Liz Ogumbo (cantora e empreendedora nos ramos da moda, mídia, música e vinho). O afroempreendedorismo brilhou em as falas de gente como Paulo Rogério (Vale do Dendê), Antonio Pita (Diaspora.Black), Tom Mendes (Zepelim), além da própria Liz.

Parceiros da Era, Cleber Paradela, da 99, Vanessa Mathias, da WhiteRabbit,e Milene Moura, da UNIFACS/LAUREATE, também marcaram presença. Cleber e Vanessa levaram seus olhares sobre as tecnologias que estão nos ajudando a construir o futuro. Enquanto ele ilustrou o tema com cases de mercado, ela focou na leitura de tendências. Já Milene participou de um painel sobre convergência de mídias ao lado de Pablo Reis (Grupo Aratu), Carlos Queiroz (FOX/Disney).  Enfim, se você ainda não se convenceu de que o Scream nos conquistou, fica a nota de que temas diretamente ligados a transmídia entraram em pauta em algumas palestras, mas isso é assunto para outro post.