No final de março, a EraTransmidia participou do Bootcamp Mission Control, promovido pela Cappra Data Science. Foi uma oportunidade ímpar para entender como funciona a orquestra do big data e conhecer um pouco mais desse parceiro que tem um modelo de gestão inspirador.

Dados são a bola da vez. Em empresas e eventos, eles têm tomado boa parte da atenção das pessoas. Nossa navegação online, nossa partilha de informações em redes sociais, além do uso de uma série de aplicativos e dispositivos conectados geram dados ininterruptamente. A quantidade é tanta que saber usá-los tornou-se um grande dilema. Seu potencial estratégico, seja na sociedade, seja no mercado, é inegável, assim como a certeza de que sua assertividade depende de conectá-los com inteligência e criatividade. Na era da informação, os dados são as peças do jogo de xadrez contemporâneo, e ainda são poucos os jogadores capazes de dominá-lo.

A Cappra Data Science está entre os mestres do tabuleiro e não tem receio de partilhar seu conhecimento. Adotando um modelo de gestão horizontal, Ricardo Cappra lidera uma equipe de 19 pessoas que atende a grandes players. Em sua carteira de clientes estão Rede Globo, o Governo Americano, Lojas Americanas, Banco Itaú, Banco Mundial, Whirlpool, entre outros. Atuar em organizações tão grandes com um time tão pequeno só é possível porque a Cappra não se instala nos clientes. Sua proposta é mostrar a eles como tirar proveito dos dados, ensinando como desenvolver raciocínio nessa nova maneira de explorar a informação.

“O que a gente faz no dia-a-dia é implementar a cultura analítica”, explica Cappra. “A gente trabalha num pedaço muito específico do negócio de ciência de dados, com a parte de modelagem e construção de algoritmos para o desenvolvimento de um projeto de data driven. Para isso, a plugamos nossas lideranças de ciência de dados no time interno do cliente para que ele possa operar seu projeto independente de nós”. Resumindo, a Cappra, simplesmente, constrói modelos analíticos e mostra ao cliente como criar e gerenciar suas análises com autonomia. Isso permite que o time de cientista de dados siga adiante em novos desafios e dedicando-se a novas descobertas.

A proposta do bootcamp, em total coerência com a prática de mercado da Cappra, tinha como objetivo dar aos participantes ferramentas capazes de empoderar o processo de decisão. Para isso, Ricardo Cappra e Letícia Pozza, com o apoio de outros componentes da equipe, mostraram a metodologia de trabalho que conduz o sucesso da empresa. Mais que isso, orientaram os participantes no desenvolvimento de um projeto de modelagem como forma de entregar big data social.

Ricardo Cappra e Letícia Pozza
Ricardo Cappra e Letícia Pozza, à frente do Bootcamp Mission Control

O Bootcamp Mission Control aconteceu na Crane, uma agência que aplica análise de dados em tudo o que cria. É a 12a edição de um curso, que evoluiu ao longo do tempo. Hoje, é muito mais que um pacote de aulas, trata-se de uma prática que visa mostrar a lógica de transformar algo que, num primeiro momento, parece incompreensível – como um dado não estruturado – em uma informação de valor. Esse processo de transformação foi vivenciado pelos participantes durante 7 dias de atividades, seguindo o seguinte roteiro:

Sábado
O Cappra e a Letícia ensinaram um pouco da teoria do big data e de seu monitoramento. Também mostraram alguns cases que ajudaram bastante na compreensão.

Segunda-feira
Ouvimos Dado Schneider, especialista em comportamento, e treinamos nosso pensamento sistêmico com nosso feeling sendo desafiados pelos dados.

Terça-feira
Aprendemos um pouco mais sobre coleta de dados com a Letícia e ouvimos a experiência do Zé Borbolla. Logo depois, começamos a colocar em prática o que tínhamos aprendido até então.

No terceiro dia do Bootcamp, os grupos começaram a trabalhar

Quarta-feira
Foi dia de saber um pouco mais sobre métricas sociais e estatística aplicada a big data com a Dierê Fernandes. Depois, mais aplicação de nossos novos conhecimentos em atividades práticas.

Quinta-feira
A noite começou com o Francisco Estivallet contando sobre como algumas marcas de carro estão coletando dados. Em seguida, tempo para retomar todo o aprendizado do bootcamp com o Mauricio Diello. Ele nos mostrou como se faz coleta, qualificação e análise dos dados de big data social. Foi a largada de nosso trabalho de análise de dados em cima da Agenda 2030 da ONU.

Sexta-feira
Toda a turma colocou a mão na massa. Uma noite 100% dedicada à prática, trocando ideias, trabalhando ferramentas de monitoramento e analisando dados.  Mauricio, Letícia e Chico estiveram sempre por perto, orientando e tirando dúvidas

Sábado
Depois de algumas horas de sono, os grupos retomaram o trabalho pela manhã. Antes do almoço, um momento providencial de Yoga. À tarde, os resultados das análises de dados foram apresentados em pitchings. Para isso, uma banca de alto nível foi formada por Renato Meirelles, Marcelo Tas, Ricardo Cappra, Thiago Baron Pascale e Anielle Guedes.

A Associação EraTransmidia, representada por Rodrigo Terra e Renata Lea, fez a cobertura do Bootcamp Mission Control, e vamos contar tudo a vocês ao longo de alguns posts. Esperamos que vocês também adotem a bandeira da Cappra e entendam como “torturar os dados até que, em algum momento, eles confessem”.
BOOTCAMP MISSION CONTROL (parte 02) http://bit.ly/2o0zMT7