Hoje, nossa reunião foi no Esconderijo das Crianças, e a pauta foi deixada de lado para falar de um tema que efeitiçou os 15 presentes.
Logo que os primeiros chagaram, o futuro próximo já se desenhava. Rodrigo Arnaut levou uma brinquedo novo, um óculos de realidade virtual, que dividiu a cena com uma card box. Mais um pouquinho e chegou uma turma de uma vez só, incluindo um novato, Fernando, da BRVR, e seu brinquedo, um Gear VR da Samsung.

Assim, fomos enfeitiçados pela realidade virtual e mergulhamos em um universo onde ela foi a estrela. Fernando estuda o tema há anos e dividiu com a gente um conhecimento sem preço, enquanto nos mostrava os cases que realizou para a Jeep e para a Dupont. Foi uma reunião riquíssima. Quer um resumo?

Sabe aquela conversa de que muitas pessoas sentem-se enjoadas ou desorientadas ao sair de uma experiência de realidade virtual? Pois bem, pura física. Aliás, aí também vai uma pitada da teoria das múltiplas inteligências.

A sensação de enjôo costuma aparecer quando os movimentos que a pessoa realiza na VR são muito diferentes dos que ela está realizando, no mesmo momento, na vida real, quando, na maioria das vezes, está parada ou em movimentações lentas, geralmente rotações de pescoço.

O Fernando explicou para a gente que a programação de uma VR bem feita prevê esse tipo de movimento e é ajustada em função dessa dinâmica. Isso, aliado à qualidade e uso correto do equipamento, é o que garante uma experiência de sucesso. São muitos detalhes e questões técnicas envolvidos nesse processo.

Como de costume, continuamos refletindo sobre o tema e fazendo conexões, assim, chegamos à pitada de múltiplas inteligências.

Você, provavelmente, conhece a história da 1a exibição de cinema, quando as pessoas saíram em debandada ao ver, na tela, um trem se movimentando em direção a elas. Acontece que foram expostas a uma experiência inédita, cuja referência mais próxima encontrada na memória era a de um atropelamento em massa.

Pode parar de fazer gozação com esse episódio, porque, se nossa teoria estiver certa, ele está bem próximo ao mal estar que pode ser gerado em uma experiência de VR. Isso porque nosso corpo costuma reconhecer seu espaço como aquele onde se encontra, e o que a VR propõe é justamente ir para um lugar onde seu corpo não está. Parece que nossas inteligências corporal e espacial ainda não entenderam muito bem esse processo, daí a desorientação que muitos sentem. É como disse o Dimas, “mundo funciona em beta. A natureza está sempre se aprimorando. Alguém tem que começar o processo de evolução”.

Ainda há muito o que entender sobre VR… Fernando nos deu uma ideia de como a edição de som pode ser feita para gerar determinado efeito, mas nos deixou curiosos a respeito de como se faz um roteiro para uma experiência dessas. Ou seja, ainda vai rolar muita água debaixo dessa ponte e nossas cabeças estão transbordando de ideias. Se quiser aproveitar a maré, melhor aparecer na reunião #292.